As férias são a melhor altura e a única altura em que eu consigo ler um livro com entusiasmo e com calma. A tarefa de escolher o livro, o saborear a primeira vista, o primeiro toque da capa, o deitar o olho às primeiras frases são algo que adoro. Escolho com calma por vezes, outras é num impulso de hipermercado entre a compra de protector solar e aquelas coisas que precisamos mesmo nas férias.
Este ano logo à entrada, numa feira do livro de um hipermercado encontrei só e abandonado o livro que há uns mesitos namorava: “Cemitério de Pianos” de José Luís Peixoto.
Desde que me falaram do autor (obrigado Cátia) tentei encontrar nas livrarias livros do autor (mas sem sucesso), só mais tarde é que me lembrei que existem ainda as Bibliotecas Municipais e a Almeida Garrett do Porto é muito boa em obras contemporâneas. E sim! Li finalmente”Uma Casa na Escuridão” e adorei. José Luís Peixoto, tornou-se assim um autor que tenho no meu top.
“Cemitério de Pianos” é assumidamente diferente para mim, do anterior livro do autor. Mas é apaixonante, li em 3 ou 4 dias e recomendo vivamente. Gosto da maneira nua e muito crua com que são feitas as descrições, de como tudo se desenrola.
Para os curiosos visitem : http://www.joseluispeixoto.net/pianos/







